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Incêndio na UFPE destruiu dados de 20 anos de pesquisa, dizem entidades científicas

Incêndio que destruiu prédio da UFPE afetou cerca de 200 teses e dissertações O incêndio que destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),...

Incêndio na UFPE destruiu dados de 20 anos de pesquisa, dizem entidades científicas
Incêndio na UFPE destruiu dados de 20 anos de pesquisa, dizem entidades científicas (Foto: Reprodução)


Incêndio que destruiu prédio da UFPE afetou cerca de 200 teses e dissertações O incêndio que destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, na noite de quarta-feira (7), provocou a perda de dados acumulados ao longo de aproximadamente 20 anos de pesquisa e comprometeu cerca de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado em andamento. A dimensão dos danos levou duas das principais entidades científicas do país, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a divulgar uma nota conjunta nesta quinta-feira (8). No documento, as instituições classificam o episódio como uma perda irreparável para a ciência brasileira e cobram uma investigação rápida e transparente sobre as causas do incêndio. O fogo atingiu laboratórios de genética, fármacos e informática. Além de equipamentos e materiais de pesquisa, foram destruídos registros científicos produzidos ao longo de duas décadas de trabalho. Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, os prejuízos são estimados em R$ 100 milhões. Incêndio em prédio da UFPE Reprodução/WhatsApp Duas décadas de pesquisas atingidas A destruição dos laboratórios representa um prejuízo que vai além dos equipamentos e da estrutura física do prédio. Os espaços abrigavam grupos de pesquisa responsáveis por experimentos e estudos desenvolvidos durante anos. Parte desse trabalho estava armazenada em dados e materiais atingidos pelo incêndio. Entre os projetos afetados estão aproximadamente 80 dissertações e teses de doutorado em andamento. A perda dos registros pode comprometer a continuidade dos estudos e exigir a repetição de etapas de pesquisa, quando isso ainda for possível. Na nota conjunta, a ABC e a SBPC manifestaram solidariedade aos pesquisadores, professores e estudantes atingidos e destacaram a dimensão científica das perdas. O documento é assinado por Helena Nader, presidente da ABC, e Francilene Garcia, presidente da SBPC. Polícia Federal investiga as causas do incêndio A Polícia Federal foi acionada para investigar o incêndio. Até o momento, a causa do fogo não foi esclarecida. Segundo a UFPE, ninguém ficou ferido. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as chamas se espalharam rapidamente pelo prédio, que armazenava materiais utilizados nas atividades laboratoriais. Este foi o terceiro incêndio registrado em instalações da universidade em menos de duas semanas. Em 30 de setembro, um incêndio atingiu o Laboratório de Óptica Não-Linear, do Departamento de Física. No domingo (4), outro episódio ocorreu no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, do Centro de Biociências. Nos dois casos anteriores, o fogo ficou restrito às salas atingidas. Na manifestação divulgada após o incêndio de quarta-feira, as entidades científicas afirmaram acompanhar com preocupação a apuração das causas e defenderam que as circunstâncias sejam esclarecidas com rapidez e transparência.